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Mini Negócio: um aplicativo, mas principalmente uma experiência pessoal - Extra

2025

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Consegui contar a história principal nas partes 1, 2, 3 e 4, mas tem um extra que também não pode ficar para trás.

Como foi fechar a empresa.

Na parte 4, contei que tínhamos aberto uma empresa. Só que, depois que o negócio acabou, a empresa continuava aberta — e precisava ser fechada. Empresa aberta gera encargos, taxas, obrigações… então, quanto antes aquilo acabasse, melhor.

Depois dessa experiência, me mudei para Campinas, comecei o mestrado e fui trabalhar na Movile. Isso já era 2015.

Até que, em um belo dia de trabalho, recebo um WhatsApp do Cláudio falando sobre o fechamento da empresa. Segundo ele, o justo seria cada um pagar metade do valor necessário para fechar tudo. Eu só queria me livrar daquilo.

Então topei.

Mas pedi o contato do contador responsável, só para entender o processo e ter certeza de que estava tudo certo. Ele se sentiu mega ofendido, já metendo o louco — jeito conhecido de sempre.

Mandou algo mais ou menos assim:

— Eu não quero você falando com o contador das minhas outras empresas.

E não passou o número. Eu achei aquilo um absurdo. Eu também era "dono" daquela empresa. Eu teria que colocar dinheiro para fechá-la. Por que diabos eu não poderia falar com o contador?

E tudo isso em pleno expediente de trabalho. Tive que parar o que estava fazendo para resolver uma empresa de uma história que eu achava que já tinha acabado. Mas aquela negativa em passar o contato me deixou com uma pulga atrás da orelha.

O que ele não sabia era que eu ainda tinha um e-mail do contrato de abertura da empresa. E adivinha o que tinha lá? O telefone do contador.

E obviamente eu liguei.

O senhor que me atendeu foi extremamente prestativo. Expliquei toda a situação e ele confirmou os passos necessários para o fechamento da empresa. Estava tudo certo. Só tinha um pequeno detalhe.

Lembra que o Cláudio tinha sugerido que cada um pagasse metade?

Pois é.

A "minha metade" era o valor total do fechamento da empresa. Ou seja: ele sugeriu dividir o valor em dois, mas o valor que tinha me passado como sendo a minha parte era o custo inteiro.

Com essa informação, continuei falando com ele pelo WhatsApp e insistindo para que me passasse o telefone do contador.

Até que chegou uma mensagem:

— Você já falou com ele, né?

E logo depois veio mais uma ameaça:

— Você sabe que eu posso acabar com a sua carreira.

Aquilo foi a gota d’água para mim. Depois de tudo o que já tinha acontecido, eu simplesmente retruquei:

— Eu só quero encerrar isso logo. Mas, se você pode acabar com a minha carreira, eu tenho vários amigos influentes no meio da tecnologia que adorariam ficar sabendo de toda essa história.

Quando eu retruquei, algo que nunca tinha feito antes... ele abaixou a bola. Eu tinha todas as conversas, prints e testemunhas do que aconteceu.

Depois dessa conversa, não teve mais discussão. Depositei a metade do valor real, acompanhei o processo e garanti que a empresa fosse efetivamente fechada.

E aí, finalmente, acabou.

Sem empresa.

Sem projeto.

Sem sociedade.

Sem Cláudio.

Graças a Deus.